Avisto da minha janela os veículos de marcas e caracteristicas distintas que navegam pela Avenida Bandeirantes e pela Avenida Imigrantes.
Neste momento me questiono sem nenhuma limitação:
Para onde será que estas pessoas que estão dentro de seus veículos estão prosseguindo?!
Será que todas estão felizes, mais felizes do que eu, pelo menos.
Ou será que algumas estão injuriadas ou se sentem presas às normas da sociedade assim como eu?!
Ou outras estão em uma situação muito pior do que a minha, no qual estão indo visitar seus parentes próximos em hospitais pois eles estão em estado terminal?!
Será que ambas sentem vontade de ver as lágrimas escorrerem pelos seus próprios rostos por terem se tornado as pessoas que são?!
Será que o stress do cotidiano estão consumindo pouco a pouco ambas?!
Será que estão indo para festas, baladas onde darão risadas e curtirão suas cinco ou seis horas de felicidades e depois se sentirão submersos ao grande buraco negro da solidão na qual me encontro agora?!
Será que ambas estão com vontade de vomitar palavras brutas e ao mesmo tempo românticas aos seus amados assim como eu neste momento?!
Enfim, ambas estão presas nos seus sentimentos particulares e estão mentindo cada vez para si mesmas assim como eu ...
E agora a única verdade de que todas nós temos é que estamos percorrendo um único caminho o da morte, no qual ninguém é capaz de fugir, nem Eu.